Passeio a Chichén Itzá, México: Como Chegar, Dicas e Fotos

O passeio a Chichén Itzá é um dos destaques do turismo no México, tanto para quem está em Cancún quanto em Mérida.

Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, a Zona Arqueológica de Chichén Itzá mostra a grandiosidade das construções maias e traz vários elementos da cosmovisão desse povo.

Neste post, nós queremos contribuir para que seu passeio a Chichén Itzá seja proveitoso e inesquecível, por isso há muitas informações sobre a história do local, sobre os monumentos mais importantes e dicas sobre como chegar.

Depois de ler este post, você pode conferir mais informações nos artigos sobre Mérida, Playa del Carmen, Tulum e Cancún!


História e curiosidades de Chichén Itzá, México

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Pirâmide de Kukulcán ou El Castillo

Além de muito visitada, a Zona Arqueológica de Chichén Itzá foi e continua a ser bastante estudada, principalmente ao longo do século XX.

Primeiramente, você deve saber que Chichén Itzá significa “a cidade à beira do poço dos Itzáes”. Os Itzáes eram os senhores da cidade, como governantes, e acredita-se que o poço seja o Cenote Sagrado.

Há muitas controvérsias sobre a história da cidade. O que se sabe é que ela foi muito importante na liga de Mayapán, exercendo influência política em um amplo território da Península de Yucatán, principalmente do final do século X até o final do século XII.

Antes desse período, ocorreu o primeiro grande desenvolvimento da cidade, época na qual as construções possuíam o estilo Puuc, existente em outras áreas do estado de Yucatán, como Uxmal e a Ruta Puuc.

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Gran Juego de Pelota

Com a chegada dos Itzáes (967-987 d.C.), os estilos maia e (acredita-se) tolteca se mesclaram. Essa foi a época de maior crescimento político e econômico.

No final do século XII, Chichén Itzá foi conquistada pelo príncipe de Mayapán, sendo abandonada aos poucos.

Os arqueólogos não tem certeza se os Itzáes eram mesmo Toltecas, mas ainda hoje essa é a teoria mais aceita. Inclusive, os guias utilizam bastante essa narrativa.

A questão é que há muitas semelhantes entre Chichén Itzá e sítios arqueológicos toltecas no centro do México, como imagens da Serpente Emplumada, Kukulcán na língua maia e Quetzalcóatl para os Toltecas e outros povos do centro do país.

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Jaguar e águia com corações nas garras. Detalhes do Templo de los Jaguares y de las Águilas

Vale mencionar que os monumentos de Chichén Itzá foram construídos para impressionar tanto as pessoas de fora da cidade quanto os próprios moradores.

Acredita-se o governo dos Itzáes era autoritário e a enorme quantidade de sacrifícios humanos era mais uma estratégia para mostrar seu poder à população, local e inimiga.

Os monumentos da cidade ainda estão ligados pelos sacbés, caminhos construídos pelos Maias, presentes em diversas partes de Yucatán.

Os Maias também eram exímios muralistas e várias partes da cidade estavam coloridas com murais azuis e verdes.


O que ver no passeio a Chichén Itzá, México?

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Mapa de Chichén Itzá. Fonte: Flickr

A Zona Arqueológica possui mais de uma dezena de monumentos realmente interessantes, que devem estar no seu passeio a Chichén Itzá.

Como você pode notar no mapa, as principais construções podem ser separadas em três áreas: a Plaza del Castillo, o maior espaço; a região do Osario, com templos bem preservados; e a área das Monjas e El Caracol, uma das mais bonitas e diferentes.

El Castillo ou Pirâmide de Kukulcán é o cartão-postal de Chichén Itzá e, realmente, o monumento é belíssimo e relevante na história da cidade.

Acredita-se que El Castillo representava a quinta direção do universo maia, afinal está localizado entre quatro cenotes (Sagrado, Xtoloc, Holtún e Xkanjuyum) e está construído sobre outro.

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El Castillo com o sol da manhã

Na década de 1930, foram feitos túneis para ter mais informações sobre El Castillo, encontrando diversos objetos.

No interior, havia uma estrutura onde estavam um altar em forma de jaguar vermelho e discos com mosaicos de turquesa.

A Pirâmide de Kukulcán não é tão grande quanto a Pirâmide do Sol, em Teotihuacan, mas possui a base quadrada, com 55 metros em cada lado e 30 metros de altura.

No topo, fica um templo com aberturas aos quatro pontos cardeais principais. A abertura norte parece ser a entrada mais importante, devido à decoração com serpentes.

Somando todos os lados, a pirâmide tem 365 degraus, assim como os dias do ano. O que a tornou mais famosa é o jogo de luz e sombra que acontece a cada equinócio, chamado de “la bajada del dios Kukulcán”.

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Cenote Sagrado

Conforme o sol vai se movendo, nas escadas vão se formando sombras triangulares até a cabeça da serpente, como se ela estive descendo a pirâmide.

Esse fenômeno não acontece só no dia do equinócio, mas vários dias antes e depois.

Os arqueólogos afirmam que os Maias se importavam mais com as datas relacionadas à agricultura, como épocas de chuva e seca, do que com equinócios e solstícios.

Então, se você quiser ver “la bajada del dios Kukulcán”, não precisa ir no dia exato dos equinócios, é melhor ir alguns dias antes ou depois.

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Templo de los Guerreros

Apesar de El Castillo ser o monumento mais importante para o turismo em Chichén Itzá, o Cenote Sagrado parece ter sido o local mais relevante para os Maias, estando localizado a poucos metros da Plaza.

O Cenote Sagrado era considerado uma das entradas para o inframundo, o mundo dos mortos, e, por isso, eram depositadas oferendas nos seus 13,5 metros de profundidade.

Muitos objetos de ouro encontrado nesse cenote tinham origem na América Central. Também foram encontradas peças de jade (o material mais preciso para os Maias), restos humanos e colares.

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Tzompantli

Outro monumento importante é o Templo de los Guerreros, que se destaca por muitas razões. No topo, fica um Chac Mool, um tipo de altar com forma humana.

Há também figuras zoomorfas nas pedras e ao lado o visitante vai se surpreender como a Plaza de las Mil Columnas, com 200 colunas. É uma área bem bonita e fotogênica.

Nessa região, ficam outras construções envoltas em mata e com sombra, como o Mercado e a área de banhos.

Ainda na Plaza del Castillo fica um monumento surpreendente, o Tzompantli, que significa plataforma de crânios.

O Tzompantli é uma construção não muito alta, porém longa, em forma T, totalmente decorada com figuras de caveiras nas pedras.

Também há figuras de decapitados, que os arqueólogos acreditam serem os vencidos no juego de pelota. Então, o Tzompantli representa a árvore onde eram colocadas as cabeças dos vencidos.

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Templo de los Jaguares y de las Águilas

Ao lado do Tzompantli fica o Templo de los Jaguares y de las Águilas, onde podem ser vistas figuras de corações humanos sendo arrancados por jaguares e águias, elementos que também remetem ao Juego de Pelota.

Na parte superior, há colunas em forma de cascavel.

A maior estrutura da Plaza del Castillo é o Gran Juego de Pelota, o maior do tipo na Mesoamérica, com cerca de 120 metros por 30 metros. Lá há dois muros elevados e arcos de pedra com serpentes emplumadas desenhadas.

No decorrer do campo de jogo, note como as pedras eram bem decoradas, além da amplitude do local.

Ao final do Gran Juego de Pelota, fica o Templo del Barbado, uma construção fotogênica.

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El Osario

Saindo Plaza del Castillo, chega-se ao El Osario, uma construção com a função de marcar o tempo, principalmente datas importantes, como o início das chuvas.

El Osario também tem um lado ritual, ligado aos deuses, basta observar as grandes serpentes na escadaria. Foram encontradas diversas tumbas na construção.

Também há outros pequenos templos nessa região.

Continuando o passeio a Chichén Itzá, chega-se ao El Caracol, um observatório astronômico belíssimo.

O nome El Caracol vem da escada em espiral que há no interior da construção. Há adornos na fachada, como máscaras, figuras humanas e plumas. É uma das construções mais fotogênicas da Zona Arqueológica.

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El Caracol

Nessa região fica o estonteante Conjunto de las Monjas (imagem na próxima seção), com bastante influência do estilo Puuc e, por isso, muito rebuscado.

O nome foi dado pelos espanhóis, devido à quantidade de quartos, lembrando um convento. No Conjunto, há estruturas tipo palácio, um pequeno juego de pelota e a belíssima La Iglesia.

Finalizando o passeio a Chichén Itzá, o turista por ir até o Akab-Dzib, um dos monumentos mais antigos, próximo ao Conjunto de las Monjas.

Por receber menos visitantes, é um lugar interessante para descansar e fugir da multidão.

Para visitar tudo isso, tirando muitas fotos, o mais comum é levar menos de 3h, normalmente 2h30min.

Neste post, tentamos trazer o máximo de informação para quem deseja fazer o passeio a Chichén Itzá de maneira independente, já que os guias costumam ser bem caros.


Ingresso e horários de Chichén Itzá

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Conjunto de las Monjas

A Zona Arqueológica abre todos os dias das 8h às 17h. Domingo gratuito para os mexicanos e residentes, por isso lota ainda mais.

No final de 2018, o ticket adulto custava 254 pesos, 70 pesos para o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) e 184 pesos para o Governo de Yucatán.

Em meados de 2019, o ingresso passou a custar 481 pesos, 75 pesos para o INAH e 406 pesos para o governo estadual.

Tendo um ingresso tão caro, deslocado do valor dos demais sítios arqueológicos espalhados pelo país, obviamente, aceita-se cartão.

Para mais informações, acesse o site oficial do INAH.


Dicas para visitar Chichén Itzá

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Caminho entre os monumentos e bilheteria às 11h da manhã
  • A dica mais importante é chegar cedo, perto das 8h da manhã. Há quem afirme que depois das 15h o local fica mais tranquilo, mas nós não testamos essa alternativa;
  • É importante levar chapéu, protetor solar e água (de preferência congelada), além de roupas confortáveis (eu prefiro roupas de esporte que protejam a pele do sol) e tênis sempre;
  • Não vale a pena comprar nada dos vendedores. A mercadoria oferecida não tem qualidade e não é artesanato. Lembre-se de que artesanato de verdade não tem como custar US$ 5;
  • Infelizmente, a quantidade de vendedores pode te assustar, principalmente perto do meio dia, quando há muitos.

Como chegar a Chichén Itzá a partir de Mérida e Cancún?

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Plaza de las Mil Columnas

A maioria dos turistas que pretende visitar Chichén Itzá está hospedada em Cancún.

São mais de 2h de carro entre as duas cidades, por isso o melhor é alugar um carro ou participar de uma excursão. A mesma recomendação vale para quem está em Playa del Carmen ou Tulum.

Quem não quer participar de um tour e não pretende alugar um carro, pode se hospedar na cidade de Valladolid, a 45 minutos de ônibus colectivo (público) do sítio arqueológico.

Como estávamos visitando Mérida, resolvemos fazer o passeio de lá, usando o transporte público, no caso os ônibus da empresa ADO.

Quem vai de carro, leva 1h25min de Mérida até Chichén. Com o ônibus, a viagem leva 15 minutos a mais.

Saindo de Mérida, é possível chegar perto das 8h da manhã e tentar fugir um pouco da multidão dos tours. Nós pegamos o ônibus das 6h30min por 150 pesos por pessoa por trajeto, comprado dias antes pelo site da ADO.

Nós chegamos poucos minutos após a abertura do sítio. Às 8h30min já estávamos dentro da Zona Arqueológica e, pasmem, já havia tours vindos de Cancún, principalmente de alemães.

Nós acreditávamos que até 9h ou 9h15min, o local estaria tranquilo, mas não foi isso que aconteceu.

Mesmo visitando Chichén Itzá em meados de novembro, que ainda não é alta temporada em Cancún, havia muita gente no local.

Nosso passeio levou 2h30min e percorremos tudo com calma, tirando muitas fotos. O problema é que o local começou a ficar lotado demais, inclusive pelo excesso de vendedores nos sacbés.

Para voltar a Mérida, basta ir à livraria, a direita da taquilla principal. Lá tem um “guichê” da ADO que vende os ônibus da empresa Oriente, que faz o trajeto da volta.

Pagamos 105 pesos por pessoa por trajeto, mas os ônibus não tem banheiro e a viagem levou 2h30min, mas pode demorar mais.

Esperamos que as dicas sobre o passeio a Chichén Itzá tenham te ajudado! Confira também nossos posts sobre Mérida, Playa del Carmen, Tulum e Cancún!

Boa viagem, Viajante!

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