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Europa

O que fazer em Veneza? +35 Pontos Turísticos de Veneza

Atualizado em: 5 de janeiro de 2021

Veneza é uma das cidades mais turísticas do mundo e realmente é um lugar belíssimo, que surpreende até os viajantes mais céticos. Há muito o que fazer em Veneza, tanto na região da movimentada Piazza San Marco quanto nos bairros mais residenciais e tranquilos.

Neste artigo vamos apresentar mais de 35 pontos turísticos de Veneza, mas é claro que você não precisa visitar todos. É essencial entender o que você quer realmente conhecer.

Nossa primeira dica é dedicar algumas horas para caminhar sem muito rumo pelos bairros (sestieri) menos turísticos, com destaque para Dorsoduro, Cannaregio (residencial e local do gueto dos judeus), Castello (onde fica o Arsenal) e partes de Santa Croce.

Inclusive, no nosso artigo especial sobre onde ficar em Veneza barato, os hotéis que mais valiam a pena estavam entre Santa Croce e Dorsoduro e em Cannaregio, não nos bairros turísticos.

Além disso, faz diferença na viagem visitar e fotografar esses locais com pouco movimento de turistas. Afinal, muito da beleza de Veneza está ao ar livre.

Uma maneira de aproveitar a arquitetura da cidade é participar de passeios a pé, como os tours gratuitos (apenas gorjeta) que selecionamos no site de passeios Civitatis:

Agora confira nossas dicas sobre o que fazer em Veneza e utilize o índice abaixo, caso você queira ir para um dos tópicos.

O que fazer em Veneza, Itália? Principais Pontos Turísticos

O que fazer em Veneza?
  • Piazza San Marco
  • Basílica de San Marco
  • Palazzo Ducale
  • Campanário
  • Torre dell’Orologio
  • Grande Canal e Ponte de Rialto
  • Melhores Igrejas em Veneza
  • Museus em Veneza
  • Melhores Palácios
  • Teatro La Fenice
  • Arsenal
  • Outras Ilhas de Veneza

Atrações na Piazza San Marco

Normalmente, o início do passeio por Veneza se dá na Piazza San Marco, a principal praça da cidade, onde estão as atrações mais famosas.

É lá que ficam a Basílica de San Marco, o Campanário, a Torre dell’Orologio e o Palazzo Ducale.

Ao redor da praça também não faltam cafés, lojas e restaurantes voltados aos turistas (ou seja, caros).

Basílica de San Marco

A igreja mais conhecida de Veneza é a Basílica de San Marco, construída originalmente no ano de 828 com objetivo de abrigar relíquias religiosas.

Essas relíquias seriam os restos mortais de São Marcos, roubados por venezianos em Alexandria, no Egito. Por isso, o leão de São Marcos é o símbolo da cidade.

A igreja foi reconstruída algumas vezes no seu início. Portanto, saiba que a estrutura atual data do ano 1071. Aliás, ela conta com cinco cúpulas!

A Basílica de San Marco tem uma beleza exuberante, coberta por mosaicos dourados no seu interior, o que nos impressionou bastante.

As características atuais da decoração datam do século XV, tendo o estilo bizantino como predominante com adições do estilo gótico e românico.

Toda essa riqueza na decoração é condizente com o poder da República de Veneza e que precisava estar estampado na sua igreja símbolo.

No interior, há mosaicos que contam a história de São Marcos e passagens do Novo e Antigo Testamentos. Há ainda o Tesoro della Basilica e o Pala d’Oro (altar com ouro e pedras preciosas) como atrações da Basílica de San Marco.

Além disso, espere encontrar trabalhos de arte que foram roubados de Constantinopla na Quarta Cruzada, que inclusive resultou na queda da cidade.

Um exemplo são os quatro cavalos de bronze. Eles estavam localizados no Hipódromo de Constantinopla e formavam uma quadriga (carruagem).

Depois do saque a Constantinopla, as estátuas foram enviadas a Veneza em 1204 e colocadas primeiramente no Arsenal (estaleiro). Passados 50 anos, os cavalos foram movidos para o exterior da Basílica e ficaram lá por muito tempo.

Em 1797, Napoleão se interessou por eles e só retornaram para Veneza em 1815. Nos anos de 1990, os cavalos foram abrigados em uma galeria dentro da Basílica.

Portanto, os cavalos que você verá na fachada são réplicas, mas é possível ver os originais na galeria.

Outra obra de arte famosa roubada de Constantinopla foram os Tetrarcas, esculturas egípcias do século IV que representam quatros imperadores romanos. Elas estão localizadas no exterior da Basílica.

Para entrar na Basílica não precisa pagar, mas há fila. Para mais informações, acesse o site oficial da Basílica de San Marco.

Há também visita guiada pela Basílica de San Marco ofertada no site de reservas Civitatis, um dos melhores da Europa e parceiro do nosso site.

Palazzo Ducale – Palácio Ducal

O Palazzo Ducale era a residência dos duques venezianos, mas também foi usado ao mesmo tempo como sede do governo, tribunal e até prisão.

Essa chamativa e bela construção gótica foi erguida originalmente no século IX, porém no século XIV o palácio foi reconstruído depois de um grande incêndio.

O Palácio Ducal mantém as características da época da reconstrução, como os mosaicos da fachada em mármores rosa e branco.

Em 1600, as prisões novas (Prigioni Nuove) foram adicionadas, tendo sido os primeiros locais no mundo com o propósito de ser uma prisão. A curiosidade é que até o sedutor Casanova esteve preso nessa cadeia e ainda conseguiu fugir.

Inclusive, as prisões eram acessadas por meio da Ponte dos Suspiros (Ponte dei Sospiri).

Verdadeiramente, essa ponte é bonita e muitos viajantes se amontoam para vê-la, por isso não poderia estar de fora de o que fazer em Veneza.

A Ponte dos Suspiros tem esse nome porque os prisioneiros que passavam por ali suspiravam diante da última visão da liberdade.

Ponte dos Suspiros

Saiba que a melhor forma de tirar algumas fotos é ir a alguma ponte paralela a ela, longe da muvuca que se forma na ponte próxima ao Palazzo Ducale (Ponte della Paglia).

Em relação à visita ao Palácio do Ducal, você conhecerá o esplendor de salas ricamente decoradas, que refletem o dinheiro e o poder que Veneza já teve.

Há várias áreas para visitar, como o pátio, a Scala D’Oro (Escadaria de Ouro), os salões, apartamentos ducais, prisões e também atravessar a Ponte dos Suspiros.

Algumas pessoas podem sentir certa claustrofobia nas prisões. Mas sem dúvida, os destaques são os salões bem conservados, locais exuberantes.

Para visitar o Palazzo, o ingresso adulto custa 25 €, mas inclui além do palácio, o Museu Correr, Museu Archeologico Nazionale e as Salas Monumentais da Biblioteca Nazionale Marciana. Vale a pena adquirir o ingresso online, para evitar filas.

Não precisa visitar tudo em um dia, já que o ticket tem validade de 3 meses. Para mais informações acesse o site oficial.

Veja também as opções de atrações e tours no Palazzo Ducale:

Campanário

O Campanário se destaca na Piazza San Marco devido aos seus quase 100 metros de altura, oferecendo belas vistas da cidade.

Originalmente, a torre foi finalizada no ano de 1549. Contudo, a atual não é essa do século XVI, que caiu em 1902, sendo reconstruída 10 anos depois.

Há cinco sinos no Campanário e antigamente cada um tinha um objetivo:

  • Maleficio: utilizado para anunciar penas de morte;
  • Marangona: aviso de início e fim dos trabalhos no Arsenal;
  • Mezzana: tocava ao meio-dia;
  • Pregadi: anunciava aos senadores que as reuniões iriam começar;
  • Trottera: avisava para os nobres “trotarem” seus cavalos para chegar às convocações do Duque.

O único sino original que resistiu a queda da torre foi o Marangona, que não por acaso é o maior.

Outra curiosidade é que no topo da torre está localizada uma estátua dourada do arcanjo Gabriel, que indica a direção do vento.

Saiba que Galileu utilizou um telescópio no Campanário em ano de 1609, numa demonstração ao Duque de Veneza.

Atualmente é possível subir até o topo do Campanário por meio de um elevador, pagando 10 €. É um pouco caro, mas a beleza da vista compensa, até porque a subida é com elevador e não escadas!

Para mais informações, acesse o site oficial.

Torre dell’Orologio

A Torre dell’Orologio é uma das construções mais bonitas na Piazza San Marco, principalmente pelo seu relógio.

Datada do século XV, a torre possui um relógio astronômico que exibe constelações, os signos do zodíaco, o signo dominante, além de indicar dia e mês atual, a hora com números romanos de 1 a 24 e a fase atual da lua.

Até o século XVIII o relógio também apresentava a posição dos outros cinco planetas até então conhecidos: Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio.

Como o relógio indica tudo isso? As horas são indicadas por um ponteiro adornado com um sol e as diferentes fases por eixos que giram conforme vão se passando os dias e meses.

Os dois eixos internos, por exemplo, mostram a terra no centro e a lua, girando conforme a sua fase.

Há também algumas estátuas na Torre dell’Orologio: o leão de São Marcos, a Virgem Maria e o menino Jesus, duas estátuas de bronze localizadas no topo da torre que batem o sino 2 minutos antes da hora exata e 2 minutos depois da hora exata.

Essas últimas estátuas são chamadas de Os Mouros, apesar de serem na verdade pastores que receberam esse apelido por causa da oxidação do metal.

O que fazer em Veneza?
Fonte: Wikimedia

Do lado da estátua de Maria ficavam as estátuas dos Reis Magos e de um anjo. Elas passavam a cada hora por ela, tipo uma procissão.

Esse mecanismo foi reduzido por causa da complexidade e hoje o que há são dois painéis, um indicando a hora e outro os minutos.

Contudo, ainda é possível ainda assistir esse evento duas vezes ao ano: no dia dos Reis Magos (6 de janeiro) e no dia da Ascensão de Jesus.

Ao passar por baixo da torre, você chegará a principal rua de compras de Veneza: a antiga Merceria.

Aproveite para prestar atenção na face norte da Torre dell’Orologio, que é diferente da parte voltada à praça. Apesar de ser mais simples, também vale uma foto.

Vale dizer que a torre foi construída em uma posição visível para a laguna, mostrando a todos a engenhosidade e a riqueza de Veneza

A torre do relógio pode ser visitada por meio de uma visita guiada pré-agendada, que inclusive explica o mecanismo do maquinário formado por rodas, pêndulos e barris. Mas como há muito o que fazer em Veneza, é difícil ter tempo para esse passeio.

Grande Canal de Veneza e suas atrações

Grande Canal visto Ponte dell’Accademia

O Grande Canal tem 3,8 km de extensão, indo de noroeste a sudeste. Ele foi por séculos o principal local de transporte, além de abrigar os palácios da antiga elite da República.

Há várias pontes que ligam os bairros às margens do Grande Canal, cada uma com vistas diferentes e excelentes para fotografar.

Na saída da estação de trem, os turistas se deparam com as paisagens exuberantes a partir da Ponte degli Scalzi. É a partir de lá que você verá o canal realmente grande.

Já bem ao sul, fica a Ponte dell’Accademia, na ligação entre Dorsoduro e San Marco, nas proximidades da Basílica de Santa Maria della Salute.

Mas é claro que a ponte mais famosa é a Ponte de Rialto, sendo também a mais antiga.

Localizada onde originalmente estava uma ponte flutuante chamada de Ponte della Moneta (1181), a Ponte de Rialto foi erguida em 1591, recebendo esse nome porque Rialto era um antigo distrito comercial de Veneza.

Antonio da Ponte foi o arquiteto, que venceu um concurso super disputado.

O que fazer em Veneza?
Fonte: Pixabay

A Ponte de Rialto foi construída com pedras e possui um estilo diferenciado com arcos. Acreditava-se na época que a ponte não iria resistir por causa desse estilo audacioso, mas ela está aí, firme e forte, mas é claro que passou por muitas reformas.

Saiba que a Ponte de Rialto foi a única ligação entre as margens do Grande Canal até o ano 1854, quando foi construída a Ponte dell’Accademia.

Na própria ponte há lojas diversas, algo bem diferente. É também um ótimo local para curtir o pôr do sol, apesar da multidão que sempre está por lá.

Nas proximidades é realizado o mercado de Rialto, com peixes, frutos do mar e vegetais, produtos voltados aos moradores.

Se você quiser ter vistas do alto na região dessa Ponte, vale demais ir até o prédio comercial T Fondaco Dei Tedeschi.

Para acessar o terraço é preciso reservar no site oficial, mas é totalmente gratuito. A reserva é apenas para evitar multidões.

Melhores igrejas em Veneza

As igrejas estão entre os principais pontos turísticos de Veneza, afinal, guardam obras de arte em forma de pinturas, esculturas e decoração.

A Basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari é uma das maiores da cidade, tendo o exterior simples. O interior vale a visita, principalmente pela famosa pintura a “Assunção da Virgem” de Ticiano, assim como obras do florentino Donatello. A entrada custa 3 € por pessoa.

A Basílica de San Giorgio Maggiore é outra igreja em Veneza bastante conhecida, porém está localizada na ilha de San Giorgio Maggiore, acessível de barco (linha 2).

Há muitos motivos para visitar a Basílica. Primeiramente, destaca-se a arquitetura com influência clássica esplêndida. Há pinturas importantes, como “A Última Ceia” de Tintoretto e “São Jorge massacra o dragão” de Carpaccio.

Outra atração é a vista da torre do sino, considerada por muitos a melhor vista de Veneza. O ingresso adulto custa 6 €.

Também mais distante de San Marco fica a Basílica de Santa Maria della Salute, com interior claro e detalhes dourados, sendo uma igreja de beleza clássica.

Pinturas de Tintoretto e Ticiano são destaques da igreja, assim como a bela vista que se tem de Veneza, ideal para sentar nas escadas e relaxar.

A Basílica tem esse nome “Salute” porque foi construída quando a peste negra terminou, no século XVII. Tem entrada gratuita.

Há dezenas de igrejas em Veneza, com destaque para:

  • Igreja de San Pantalon: uma pequena joia com exterior simples e o interior fabuloso, com destaque para a estonteante pintura do teto, além da pintura “Coroação da Virgem” de Antonio Vivarini e Giovanni d’Alemagna (século XV). A entrada é gratuita;
  • Igreja de San Nicolò dei Mendicoli: é uma das igrejas mais antigas da cidade, fora da rota turística tradicional. Seu interior segue o estilo barroco, com muitas pinturas e detalhes. A entrada é gratuita;
  • Igreja de Santa Maria dei Miracoli: é uma igreja renascentista com mármore na fachada e no interior. Tem apenas uma nave, mas o teto é bastante rebuscado. A entrada custa 3 €;
  • Igreja de Santa Maria Assunta detta I Gesuiti: é uma igreja barroca jesuíta esplendorosa, com o interior repleto de mármore branco e detalhes dourados, além de belas pinturas no teto. A entrada custa apenas 1 €;
  • Igreja e Mosteiro de San Lazzaro degli Armeni: possuí igreja, biblioteca com livros raros e monastério, todos relacionados aos cristãos armênios, sendo uma atração mais procurada pelos italianos. Sua localização é perto de Lido, mas é possível chegar de barco (vaporetto) a partir da estação de San Zaccaria em Veneza;
  • Igreja de San Sebastiano: conta com várias pinturas de Veronese, sendo uma igreja barroca ricamente decorada. A entrada custa 3 €;
  • Basílica de San Giovanni e San Paolo: um exemplo do estilo gótico veneziano. Muitos Duques de Veneza estão sepultados nela. As obras de arte fúnebres são incríveis e valem muitas fotos. A entrada custa 3,5 €;
  • Igreja della Madonna dell’Orto: destaca-se por ter muitas pinturas de Tintoretto, inclusive ele está enterrado no local. É uma igreja tranquila e com bom tamanho. A entrada custa 3 €;
  • Igreja de San Zaccaria: localizada perto da Piazza San Marco, essa igreja possui várias pinturas de Bellini e só se paga para descer até a cripta. A fachada alva também chama a atenção;
  • Igreja de Santa Maria di Nazareth: fica perto da estação de trem e se destaca por ser uma igreja tipicamente barroca, com belíssima fachada e interior cheio de detalhes. Tem entrada gratuita;
  • Igreja de San Giacomo dell’Orio: é uma igreja bastante antiga que conserva características medievais, sendo simples no exterior e com muitas pinturas no interior. A entrada custa 3 €.

Melhores museus em Veneza

É difícil ter tempo para visitar muitos museus em Veneza, afinal, a cidade é belíssima ao ar livre. Além disso, por ser cara para se hospedar, a maioria dos viajantes tem pouco tempo disponível.

Nós selecionamos opções de bons museus em Veneza para vários gostos.

Scuola Grande di San Rocco

Fonte: TripAdvisor

A Scuola Grande di San Rocco possui uma longa história, que remonta o final do século XV. Sua grande beleza reside nas pinturas que possui no seu interior, ricamente decorado por Tintoretto no século XVI.

Do teto ao chão, cada sala da Scuola Grande di San Rocco é uma exuberância sem tamanho. Realmente, é um lugar impressionante, que vale a visita para quem se interessa por pinturas e salões luxuosos.

São dezenas de pinturas de Tintoretto que tornam esse local uma das principais atrações sobre o que fazer em Veneza. Mas saiba que há obras de outros artistas, como Ticiano.

O ingresso adulto custa 10 €. Para mais informações, acesse o site oficial.

Coleção Peggy Guggenheim

O que fazer em Veneza?
Fonte: Wikimedia

Outra galeria conhecidíssima e importante é a Coleção Peggy Guggenheim da Fundação Solomon R. Guggenheim. Fica localizada no Palazzo Venier dei Leoni, onde a Peggy Guggenheim morou em Veneza.

A Fundação Solomon R. Guggenheim tem vários museus de arte moderna espalhados pelo mundo.

Em Veneza, o museu possui muitas obras de artistas renomados do Cubismo, Surrealismo, Expressionismo e outros, como os famosos Dalí e Picasso.

Vale a pena visitar a Coleção Peggy Guggenheim para quem se interessa por arte moderna do começo do século XX. O ticket adulto é salgado (15 €). Mais informações no site oficial.

Scuola Dalmata dei SS. Giorgio e Trifone

Também conhecida como Scuola de San Giorgio degli Schiavoni, essa pequena pinacoteca escondida no bairro Castello possui importantes pinturas relacionadas a São Jorge, várias de Vittore Carpaccio.

Essas pinturas foram feitas no início de 1500 e se percebe a diferença para as pinturas posteriores vistas em outros palácios da cidade.

A pintura “São Jorge e o Dragão” é a que mais chama a atenção. Para mais informações, acesse o site oficial.

Galleria dell’Accademia

O que fazer em Veneza?
Fonte: TripAdvisor

A Galleria dell’Accademia é o local ideal para quem deseja conhecer os pintores venezianos mais famosos.

O foco da galeria são obras anteriores ao século XIX, destacando-se Tintoretto, Ticiano, Veronese, além de esculturas de Antonio Canova.

Se você quer conhecer a arte feita na região e que evidencia a Veneza de séculos atrás não há galeria mais importante do que a Galleria dell’Accademia.

O ingresso adulto custa 12 €. Saiba mais no site oficial.

Museu della Musica

O Museu della Musica é uma das pousadas atrações gratuitas em Veneza. Esse pequeno museu está abrigado na Igreja San Maurizio.

A intenção do Museu della Musica é apresentar a história dos instrumentos musicais feitos em Veneza, inclusive por meio de violinos e outros instrumentos com mais de 400 anos de história.

Como ele está localizado no bairro San Marco, será fácil dar uma passadinha pelo Museu della Musica. Para mais informações, acesse o site oficial.

Museu Correr

O Museu Correr se localiza na Piazza San Marco e está incluso no ticket para visitar o Palácio Ducal.

Há muito que ver no Museu Correr, como as salas ricamente decoradas com quadros antigos, mobiliário igualmente antigo e diversas outras peças que contam a história de Veneza.

Há também uma parte dedicada à arqueologia, com peças romanas.

Palácios de Veneza

Como Veneza foi uma república muito rica e influente, a elite local gastava parte desse dinheiro construindo e decorando palácios, inclusive a maioria nos canais mais visíveis.

Atualmente, vários palácios estão abertos ao público e alguns abrigam museus e galerias de arte.

O Ca’ Rezzonico é um dos palácios mais elogiados para fazer uma visita interna, datando do século XVII.

Além do esplendor dos salões venezianos de séculos atrás, há muita arte decorativa do século XVIII e obras de mestres da arte veneziana, como Canaletto, Pietro Longhi, Titian e Tintoretto.

O ingresso adulto custa 10 €, mas está incluso no Museum Pass de Veneza.

Outro palácio em alta para visitar é o Palazzo Fortuny (ou Pesaro degli Orfei), pertencente à família de mesmo nome.

A diferença desse palácio é que seu interior está dedicado às exibições de arte contemporânea. O ingresso adulto custa 12 €.

O Ca’ d’Oro é um dos palácios mais bonitos. Construído no século XV, a beira do Grande Canal, o Ca’ d’Oro possui uma fachada belíssima, típica do estilo gótico veneziano.

As varandas, janelas e colunas são repletas de detalhes, que antigamente também eram decoradas com ouro, por isso o nome “oro”.

Dentro do palácio há a Galeria Franchetti, com pinturas da Renascença veneziana. Há também áreas dedicadas à arte contemporânea.  O ingresso adulto custa 9,5 €.

Já o Ca’ Pesaro é um palácio que se destaca por ser a casa de dois importantes museus de Veneza, o Museu Internacional de Arte Moderna e o Museu de Arte Oriental.

Este último museu é composto por peças de origem japonesa, principalmente. Henry de Bourbon foi o responsável por trazer do Extremo Oriente essas peças, como espadas de samurais.

Já o Museu Internacional de Arte Moderna conta com obras de artistas italianos e internacionais desde o final do século XIX até meados do século XX. Ingresso adulto 10 €.

O Palácio Grassi é internacionalmente conhecido por ser uma galeria de Arte Moderna e Contemporânea. Sua história é relativamente recente, sendo construído em 1749.

Desde essa época, o Palácio Grassi passou a ter diferentes donos, sendo que o atual proprietário montou a coleção. Ingresso adulto € 15.

O Ca’ Foscari é um dos palácios de Veneza mais importantes em termos de história. Construído no século XV, o Ca’ Foscari serviu como hospedagem dos convidados estrangeiros do Duque de Veneza.

Além disso, o Ca’ Foscari está estrategicamente localizado no Grande Canal, em uma área que dá para ver grande parte do canal. Por isso, o palácio era um local muito utilizado por pintores. Pinturas, a fachada e a decoração completam a beleza do Ca’ Foscari.

Atualmente, o Ca’ Foscari é uma universidade, que tem tours pelo palácio.

Teatro La Fenice – Ópera La Fenice

O que fazer em Veneza?
Fonte: Wikimedia

O Teatro La Fenice é uma das construções mais exuberante de Veneza, erguida em 1792, mas que passou por diversas reconstruções depois de incêndio, inclusive em 1996.

Há tanto a possibilidade de fazer uma visita com audioguia (veja aqui) quanto assistir a uma apresentação, sendo que a última vale mais a pena. Mas sabemos que não é algo acessível à maioria dos viajantes.

A melhor forma para ir à Ópera La Fenice é comprar os tickets no dia da apresentação, na bilheteria da ópera. São os tickets que sobraram e por isso saem bem mais em conta, mas isso dá certo fora do verão.

Veja a programação do Teatro La Fenice de Veneza.

Arsenal de Veneza

O que fazer em Veneza?

O Arsenal é parte essencial da história de Veneza. A cidade utilizava as rotas comerciais marítimas para se desenvolver. Mas tudo isso dependia da construção de barcos mercantes e navios de guerra.

Por isso, foi construído um estaleiro gigante no século XII, o Arsenal, que utilizava produção no estilo fabril, séculos antes da Revolução Industrial.

Assim, foi possível que entre 2 mil e 5 mil pessoas trabalhassem ao mesmo tempo, cada área produzindo uma parte específica do navio ou acessório naval, como munições e cordas. Dessa forma, em apenas um dia era possível construir um barco inteiro.

O Arsenal era protegido dos inimigos e até das pessoas de Veneza, já que os responsáveis queriam manter os segredos bem guardados.

Essa é a razão para o Arsenal ter muralhas altas e 18 torres de observação. Vale ressaltar que o Arsenal atual é uma reconstrução após a invasão das tropas de Napoleão.

Não se esqueça de tirar uma foto com a Porta Magna, um dos cenários mais fotogênicos dessa região que praticamente não recebe turista.

Outras Ilhas de Veneza

É difícil ter tempo para tantas atrações em Veneza, mas vale a pena saber que há outras ilhas, que possuem características específicas:

  • Lido: Lido di Venezia é uma ilha estreita entre a laguna e o Mar Adriático. Com praias e clima mais tranquilo, Lido é um balneário de verão, principalmente para os italianos fugindo das multidões de visitantes de Veneza;
  • Pellestrina: um lugar muito diferente de Veneza é Pellestrina, uma ilha super estreita. Com boas praias de água limpa, Pellestrina é uma vila simples e charmosa, com produção de renda e ótimos restaurantes de frutos do mar;
  • Chioggia: mais ao sul de Veneza fica Chioggia, conhecida como a pequena Veneza. É claro que canais, palácios, restaurantes e mercados de peixe fazem parte do cenário;
  • Sant’Erasmo: é outra ilha completamente diferente. É lá que são produzidas as frutas e vegetais que abastecem a região;
  • Torcello: é um lugar a ser visitado pelos amantes de história. Quando os povos bárbaros aterrorizaram os habitantes do continente, no século V d.C., alguns fugiram para Torcello, sendo lá o nascimento dos povoamentos na laguna;
  • Burano: Burano é um das ilhas de Veneza mais conhecidas. A arquitetura da ilha é o que mais impressiona, devido à combinação alegre de cores. A produção de renda é tradicional de Burano, com diversas lojas atraindo os visitantes. Outra atividade é conhecer Mazzorbo, que é uma ilha ligada por ponte a Burano. Mazzorbo possui lindos campos de plantações, casinhas charmosas e muita tranquilidade;
  • Murano: Murano é a ilha de Veneza mais conhecida, muito visitada todos os dias. O que torna Murano uma ilha na rota dos viajantes é a produção de cristais. Desde o século XIII, Murano concentra a produção de vidros e cristais de Veneza, inclusive os utilizados nos palácios.

Mapa de Veneza com pontos turísticos

Confira no mapa a localização das atrações de Veneza mencionadas ao longo deste artigo. Basta clicar no “botão com seta” para acessar a legenda do mapa.

Roteiros de Viagem a Veneza de 1 a 3 dias? O que fazer em Veneza de 1 a 3 dias

O que fazer em Veneza?

Independente da quantidade de dias que você tenha disponível é essencial adquirir com antecedência os ingressos para as atrações pagas, com exceção das igrejas.

Visitar o Palácio Ducal e subir o Campanário são as atrações pagas mais concorridas e, por isso, vale a pena comprar o ingresso online ou participar de uma visita guiada.

Já para visitar a Basílica de San Marco (é de graça), será preciso enfrentar a fila e quanto mais cedo você chegar lá, menos tempo você perderá esperando para entrar.

Depois de visitar as atrações da Piazza San Marco, vale a pena dividir as igrejas, palácios e museus de acordo com o bairro no qual estão localizados, fazendo realmente uma organização geográfica das atrações.

Se você só tem um dia inteiro, é preciso ser ainda mais organizado e elencar prioridades, visitando por dentro apenas o Palácio Ducal e a Basílica ou outro museu que te interessa mais.

Nós sempre recomendamos conhecer apenas um museu por dia, caso contrário você passará muito tempo em locais fechados e Veneza ao ar livre é o diferencial da viagem.

O que fazer em Veneza?

Para o roteiro de viagem a Veneza de 2 dias inteiros, vale a pena incluir a Scuola Grande di San Rocco e várias igrejas ricas em obras de arte.

Tendo um mapa com as igrejas que você quer visitar, quando você estiver se deslocando entre as atrações, dá para fazer uma parada e entrar nas igrejas. Elas não demandam muito tempo, como exceção da Basílica de San Marco.

Para quem deseja uma experiência marcante, hospedando-se em Veneza é possível assistir a uma apresentação no Teatro La Fenice, que será inesquecível.

Para o roteiro de viagem a Veneza de 3 dias, você pode incluir passeios para as ilhas próximas, como Murano ou ampliar as atrações visitadas, incluindo os palácios, o Arsenal e mais tempo caminhando e fotografando a cidade.

Há também atividades diferenciadas oferecidas pelos moradores, como as que selecionamos no Airbnb:

Esperamos que as dicas sobre o que fazer em Veneza sejam úteis para planejar suas férias! Leia também nosso artigo especial sobre onde ficar em Veneza barato, incluindo hotéis em Mestre!

Boa viagem!

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Sobre o autor

Internacionalista, jornalista e viajante apaixonada por cultura e história, todos os dias eu consigo unir minhas paixões escrevendo no Guia do Nômade Digital. Acredito que ler e se informar transformam as férias em uma experiência inesquecível. Já escrevi um guia de viagem sobre a Cidade do México e apresentei mais de 80 episódios do Papo Viagem Podcast.

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